Este blog pretende ser um recurso para animadores ou futuros animadores, pois serão publicados projectos do âmbito da Animação de grupos.
"O Animador Sociocultural é o profissional qualificado apto a promover o desenvolvimento sociocultural de grupos e comunidades, organizando, coordenando e/ou desenvolvendo actividades de animação de carácter educativo, social, lúdico e recreativa."
Escola Profissional de Setúbel
(qualquer informação aqui exposta está inteiramente relacionada com a disciplina de "Animação Sociocultural" do curso profissional de técnico de animação sociocultural da escola secundária de Rocha Peixoto)

sábado, 30 de outubro de 2010

Módulo 10 - Animação Ambiental e do Património


7ª Semana (25/10/2010 a 29/10/2010):
       

     Esta semana foi dedicada à visualização de projectos que estavam enquadrados no âmbito deste módulo (Animação Ambiental e do Património), que serviram de exemplo e recurso para o futuro projecto que aqui será publicado.
            Foram feitas algumas pesquisas no contexto deste projecto, que mais tarde serão apresentadas para explicar o porquê do projecto. Por agora, é deixada a planificação do desenvolvimento do projecto.
           
Calendarização:

     Dia 25 de Outubro – Introdução ao módulo, com visualização de alguns projectos de anos anteriores;
Dia 26 de Outubro e 2 de Novembro – Pesquisa;
Dias 8, 9, 15, 16, 22 e 23 de Novembro – Desenvolvimento do projecto;
Dias 29 e 30 de Novembro – Apresentação do projecto.

8ª Semana (1/11/2010 a 5/11/2010):

O projecto, esta semana, deu início à sua construção.
As ideias começaram a surgir e a tornarem-se claras, respondendo às perguntas
“O que fazer?” e “Como fazer?”.
O tema escolhido para trabalhar foi a “Animação de Património”, e será criado um peddy-paper pela freguesia de Laúndos – Póvoa de Varzim, com as crianças/ jovens que estão inseridos na catequese. O projecto pretende dar a conhecer curiosidades da freguesia a estes grupos que conhecem o superficial do local onde têm residência.
 A construção do projecto, passará agora pela escolha dos locais possíveis para as etapas do peddy-paper, pela recolha de um mapa da freguesia, por propor uma actividade para cada grupo de catequese e por procurar curiosidades sobre Laúndos.

9ª Semana (8/11/2010 a 12/11/2010):

Mais uma semana que passou e mais uma etapa que o projecto ultrapassou.
Esta semana foi uma semana dedicada à recolha de informação.
O número total de participantes é de 215 crianças/ jovens, das quais 87 participaram na actividade plástica (desenho, pintura e recorte/colagem) e 128 crianças/jovens participaram na actividade física (peddy-paper).
1ª Actividade:
Na 1ª actividade, não será necessário a divisão das crianças por grupo.
2º Actividade
Na 2ª actividade é necessário a divisão dos participantes por grupo. Serão feitos 10 grupos compostos por participantes do 5º ao 10º ano da catequese, dos quais 8 terão 13 participantes e 2 grupos terão 12 participantes.
     Cada grupo terá um número de 1 – 10, e começaram a actividade pela etapa que está de acordo com o número da equipa. Terão também de dar nome à equipa.
     No início da actividade será entregue ao porta-voz da equipa um mapa, a lista de tarefas, uma grelha de assinaturas (para ser assinada pelos colaboradores que se encontrarem no local da etapa a controlar) e os números de telefone dos organizadores da actividade, para que em caso de acidente telefonarem (visto que as provas que envolvam actividade física estão sujeitas a lesões e acidentes).

10ª Semana (15/11/2010 a 19/11/2010):
O projecto esta semana passou por uma fase de construção de cada etapa, com a recolha de fotografias. No entanto, ainda não foram fotografados todos os locais, devido ao tempo, mas ficam aqui as primeiras fotos.


Etapa 1
Esta etapa situar-se-á na “Rua Aldeamento da Macieira Brava”. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Nesta rua encontra-se 3 ecopontos que perderam a visibilidade de leitura do lixo a reciclar. Esta etapa destina-se à reconstrução das faixas dos ecopontos.        
Descrição da actividade
Juntamente com os colaboradores, encontram-se 3 faixas, uma para cada ecoponto, no qual 3 elementos do grupo terão de desenhar um material a reciclar ou a não reciclar nesse ecoponto. Cada elemento terá de desenhar numa das 3 faixas, ou seja 1 elemento desenhará na faixa do ecoponto amarelo, outro na faixa do ecoponto verde e outro na faixa do ecoponto azul. No final de todos os grupos desenharem nestas 3 faixas serão plastificadas para serem coladas nos ecopontos.
Material a utilizar
·         Lápis de cor;
·         Faixas de papel (recortadas de um bloco de desenho);
·         Papel para plastificar;

Será também necessário uma mesa.



Etapa 2
Esta etapa situar-se-á na “Rua dos Poços Negros” Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Aqui encontra-se um caminho por onde antigamente passava um comboio.
Descrição da actividade
Aqui será feita uma actividade de diversão, onde os jovens e crianças terão de dividir o seu grupo em 2 equipas iguais e se no caso de o número de participantes do grupo for impar um desses grupos terá um elemento a mais e o primeiro elemento da outra equipa fará a actividade 2 vezes.
A actividade consistirá em fazer uma corrida de sacos num espaço a estipular pelos colaboradores, onde participarão todos os elementos do grupo.
Material a utilizar
·         Sacos de rede;




Etapa 3
Esta etapa situar-se-á na “Rua de São Feliz”, ao pé da igreja. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
O grupo terá de eleger um elemento, para ser o “cego” nesta actividade. No chão serão colocados alguns obstáculos, num determinado circuito. A missão do grupo é guiar o colega pelo circuito evitando que este vá de encontro aos objectos. A dificuldade da actividade é que todos devem guiar o colega, o que irá gerar confusão.
O participante terá de completar o circuito sem tocar nos obstáculos.
Material a utilizar
Obstáculos (cadeiras, garrafas, …);
Venda para os olhos.


Etapa 4
 


Esta etapa situar-se-á na “Rua de São Feliz”, no topo ao pé do monumento ao imigrante. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
O grupo terá de desenhar uma rosa-dos-ventos, como a que se encontra no monumento ao imigrante.
A rosa-dos-ventos não precisará de ser colorida.
Material a utilizar
Folhas de papel A4;
Lápis;
Borracha;

Será também necessária uma mesa.





Etapa 5
Esta etapa situar-se-á na “Rua de São Feliz”, no topo ao pé do moinho. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
O grupo terá de criar um moinho de vento.
Material a utilizar (para 1 moinho de vento):
·         1 Cartolina tamanho A4;
·         1 Tesoura;
·         1 Palhinha grossa;
·         1 Alfinete;
·         2 Missangas;
·         1 Rolha.



Etapa 6
Esta etapa situar-se-á na “Travessa Fonte das Minas”. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
O grupo terá de desenhar algo emblemático sobre a freguesia, ou seja algo que a caracterize.
Todos os participantes terão de desenhar na mesma folha.
Material a utilizar
·         Folhas de papel A3;
·         Lápis;
·         Borracha;
·         Lápis de cor;
·         Marcadores.
Será também necessária uma mesa.


Etapa 7
Esta etapa situar-se-á na “Rua Emigrante”. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
Será feita uma actividade de diversão, onde os jovens e crianças terão de dividir o seu grupo em 2 equipas iguais e se no caso de o número de participantes do grupo for impar um desses grupos terá um elemento a mais e o primeiro elemento da outra equipa fará a actividade 2 vezes.
A actividade consistirá em fazer um circuito, transportando um ovo cozido em cima de uma colher.
O transporte terá de ser com a boca, não podendo utilizar as mãos em qualquer situação, com a excepção de:
·         O ovo cair;
·         Trocar o participante do circuito.
O circuito será estipulado pelos colaboradores que se encontrarem nesta etapa.
Material a utilizar
·         Ovos cozidos;
·         Colheres de madeira.

Etapa 8
Esta etapa situar-se-á na “Rua da Aldeia”. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
Aqui será feita uma actividade de diversão, onde os jovens e crianças terão de dividir o seu grupo em 2 equipas iguais e se no caso de o número de participantes do grupo for impar um desses grupos terá um elemento a mais e o primeiro elemento da outra equipa fará a actividade 2 vezes.
A actividade consistirá em fazer uma corrida de estafetas, onde transportarão o colega da sua equipa às costas, até ao limite do percurso, voltando depois para trás e trocando o companheiro para as costas de outro colega.
O colega que está a ser transportado nunca poderá colocar os pés no chão.
O limite do percurso será estipulado pelo colaborador que se encontrar nessa etapa.

Material a utilizar
Nenhum.


Etapa 9
Esta etapa situar-se-á na “Rua Avelino Gomes do Monte”, ao pé da igreja Matriz. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
A actividade que será realizada será a elaboração de uma quadra alusiva à freguesia.

Nesta actividade participarão todos os elementos do grupo.
Material a utilizar

·         Folhas de papel A4;
·         Lápis.

Etapa 10
Esta etapa situar-se-á na “Rua do Fontenário”, ao pé do fontenário de Laúndos. Lá encontra-se 2 colaboradores que irão explicar em que consiste esta actividade.
Descrição da actividade
Será feita uma actividade de encontrar os erros de um texto, sobre a água, que será lido pelos colaboradores.
No final da leitura os participantes terão de escrever quais os 7 erros existentes no texto que ouviram a ler.
Material a utilizar
·         Texto sobre a água;
·         Folhas de papel,
·         Lápis.
Texto
Água potável corresponde a toda água disponível na natureza destinada à reciclagem e possui características e substâncias que não oferecem riscos para os seres mortos que a consomem como animais e macacos. A água, em condições normais, predomina em estado líquido e aparentemente tem cor e dispensável a qualquer forma de vida.
Essa água não está disponível para a população rural e urbana.
Nos centros urbanos quase sempre faz-se uma verificação da qualidade e grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades os córregos e rios desses locais são extremamente poluídos.



11ª Semana (22/11/2010 a 27/11/2010):

Objectivos gerais
·         Promover a iniciativa e a participação activa no processo de desenvolvimento social e cultural;
·         Desenvolver práticas que ajudem a sociedade a passar uma visão mais centrada nas suas origens;
·         Promover iniciativas orientadas pelas pessoas e com as pessoas;
·         Promover a participação colectiva na procura de trocas e transformações, que respondam a um bem-estar social (criação de laços);
·         Promover o respeito dos indivíduos no grupo, para que cada um seja respeitado na sua dignidade e saiba respeitar a dignidade do outro;
·         Promover um conhecimento da freguesia, com a troca das ideias;
·         Desenvolver a participação dos jovens em actividades de âmbito desportivo e plástico;


  Conclusão
A realização deste conjunto de actividades requer uma enorme responsabilidade e apoio de todas as pessoas que de uma forma ou de outra, estejam inseridos nestas actividades.
É importante deixar claro que todo este projecto teve o apoio de pessoas relacionadas com o grupo de catequese, o que permitiu um conhecimento do grupo e uma maior exactidão das actividades.
Todo este conjunto de actividades de âmbito cultural e patrimonial, ajudam as pessoas a serem cidadãs mais preocupadas e mais atenciosas com a sua freguesia. Tal como diz o provérbio “de pequenino se torce o pepino”, devemos também aludir as pessoas mais jovens desta freguesia, para preservarem e reconhecerem o que é delas.
A satisfação que este conjunto de actividades causou, foi enorme.

12ª Semana (29/11/2010 a 3/12/2010):

Bibliografia



13ª Semana (6/12/2010 a 10/12/2010):

Avaliação
            O projecto é avaliado com uma nota satisfatória, devido às suas dimensões e à necessidade de recolha de pormenores (contidos no suporte em Word) que torna este trabalho bastante lúdico e enriquecedor.
            A originalidade e coesão com o tema base “Animação do Património” são factores importantes para a avaliação de todo este projecto.
             O projecto, perante os conteúdos simulados e apresentados em suporte Word, demonstra que este é um projecto capaz de ser posto em prática. A nota sugerida para este projecto é 15. Pois todos os objectivos foram atingidos.

domingo, 10 de outubro de 2010

A sociedade dos bons sentidos

Eram duas orelhas. Só duas orelhas.
Estavam num grande cartaz que anunciava uma marca de aparelhos de rádio: PARA OS RÁDIOS THO-KATU-DO SOU TODO OUVIDOS.
O anúncio passou à história – será esta? – E as orelhas ficaram desempregadas. Que fazer?
Deu-lhes para voar sobre a cidade, como uma borboleta gigante, à procura de poiso.
Foram ter a um ferro-velho ao ar livre, onde, no meio de muita tralha, repousavam, sem préstimo, uns óculos gigantes, com o respectivo nariz. Tinham estado pendurados na fachada de uma loja de oculista, que mudara de ramo.
Associaram-se as orelhas aos óculos mais o nariz. Já não faltava tudo.
A borboleta que voava, agora, sobre os telhados da cidade estava mais completa. Ouvia, via e cheirava.
Operários andavam a desmontar do alto da porta de uma luvaria uma grande mão enluvada. O prédio ia ser deitado abaixo. A quem interessava uma luva sem luvaria?
Interessava à nova sociedade Orelhas, Óculos & Nariz, Ldª, em franco progresso.
Mesmo enluvada, a mão tinha tacto, pegava em coisas, dizia adeus. Era uma colaboradora imprescindível.
Se as orelhas ouviam, se os olhos atrás dos óculos viam, se o nariz cheirava e se a mão tacteava, o que é que faltava, para completar os cinco sentidos?
– Faltava a boca! – Não disseram eles, porque não tinham boca para dizer.
Pois faltava a boca, que é a porta do paladar e, além disso, que fala, ri, assobia, beija. Ter boca dá imenso jeito. Mas encontrar uma disponível?! Quem a tem, guarda-a para si. Não ia ser fácil.
A sociedade Orelhas, Óculos, Nariz & Mão, Ldª, resolveu pôr um anúncio no jornal:

BOCA
Precisa-se. De preferência, com dentes. Resposta a este jornal, ao nº tal e tal.

Responderam vários candidatos. Ofereceu-se uma dentadura, mas sem boca, o que não era conveniente.
Ofereceu-se a Boca do Inferno, um precipício sobre o mar de Cascais, o que estava fora de causa. Ofereceu-se um pudim chamado Boca Doce, também a despropósito.
Ofereceu-se uma boca de favas, que ninguém percebia.
Por isto ou por aquilo, todas as bocas que apareceram foram rejeitadas. A boca do estômago, a boca-de-incêndio, a boca da noite e outras bocas e boquinhas não vinham para o caso.
– Parece que ficamos sem boca – não disseram eles, que não tinham boca, mas pensaram.
Até que lhes apareceu um coração, um lindo coração doirado de noiva minhota, que se apresentou nestes termos:
– Faço as vezes da boca que vos faz falta, porque tenho o coração ao pé da boca.
Onde? Não se via, mas eles acreditaram. Havia tanta franqueza naquele coração de oiro, que tudo o que ele dizia tinha de ser verdade.
E provou.
O MAIOR ESPECTÁCULO DO MUNDO, anunciava a cara cheia de um palhaço, de grandes orelhas e óculos estapafúrdios, sobre o nariz pintado, a apontar, com a mão enluvada, a entrada de um circo.
Não passava despercebida.
Aquela cara inocente de palhaço tinha a boca ao pé do coração. Ou vice-versa.
E cinco ou mais sentidos de alegria, sempre generosos e prontos a apresentar o maior espectáculo do mundo que é a vida. Ou vice-versa.
FIM