Este blog pretende ser um recurso para animadores ou futuros animadores, pois serão publicados projectos do âmbito da Animação de grupos.
"O Animador Sociocultural é o profissional qualificado apto a promover o desenvolvimento sociocultural de grupos e comunidades, organizando, coordenando e/ou desenvolvendo actividades de animação de carácter educativo, social, lúdico e recreativa."
Escola Profissional de Setúbel
(qualquer informação aqui exposta está inteiramente relacionada com a disciplina de "Animação Sociocultural" do curso profissional de técnico de animação sociocultural da escola secundária de Rocha Peixoto)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Módulo 12 - Práticas de Animação Sociocultural III

22ª Semana de 21/2/2011 a 25/2/2011:
Esta semana foi dedicada à conclusão das apresentações dos trabalhos do módulo anterior.
No entanto, também sobrou tempo para a reunião do grupo de trabalho do módulo 12, para que este pode-se discutir o tema para o trabalho. Esta reunião foi desmotivadora, visto que custa meter as mudanças para que o módulo possa arrancar. Mas as coisas resolvem-se, pois o 12ºano está no fim e para terminar o ano com satisfação é necessário haver esforço e trabalho.

23ª Semana de 28/2/2011 a 4/3/2011:
Como o tempo avança à velocidade luz, o prazo de entrega aproxima-se.
O cronograma para este projecto é o seguinte:
·         Dia 21 e 22 de Fevereiro – Decisão do tema a trabalhar;
·         Dia 28 de Fevereiro e 1 de Março – Elaboração do guião;
·         Dia 14, 15, 21, 22, 28, 29 e 4 – Ensaios e caracterização dos figurinos;
·         Dia 5 de Março – Apresentação da peça.
            A ideia inicial para esta peça é a criação de uma peça de teatro que fosse de encontro às crianças, pois a peça será apresentada às crianças de uma instituição.


24ª Semana de 14/3/2011 a 18/3/2011:
 
Coroa


Vestido


Capa de madrasta má

O guião foi concluído. O título deste texto é Conto Desencantado.
Aqui fica.

Conto Desencantado
Patrícia C: Está um dia tão agradável!
Flávia: O sol brilha, …
Susana: Os pássaros cantam, …
Patrícia Martins: (velha) Ai minhas meninas vou ter de vos levar ao jardim, há que aproveitar este solinho que faz bem aos ossos! Dai aqui uma ajudinha para me levantar.

(Todos ajudam a velha a levantar e caminham em direcção ao jardim).

Susana: Joana! Joana! Olha para ali! Vês? São tantas formigas a trabalhar! Um dia vou trabalhar como elas!
Flávia: Preguiçosa como és! Hum! Não me parece!
Patrícia C: Era a rainha das formigas!
Patrícia Martins: Deixai-me essa bicharada aqui! Nada de levar isso para casa!
Flávia: (sussurrando) coitadinha delas, tanta comida no frigorifico e elas aqui tão magrinhas! Coitadinhas!
Patrícia C: Não sejas parva, achas que elas conseguem engolir a nossa comida com uma boca tão pequenina!
Susana: Não faz mal! Eu peço á avó para ralar a sopa e elas só precisam de beber…
Patrícia C: (Com ar de gozo)- Ah Ah! Vocês não percebem nada disto! Boa sorte!
Flávia: Vais ver! Bia vai buscar um frasco…
Susana: Vó! Ó Vó! Podes ir buscar um frasco?
Patrícia Martins: Um frasco! Frasco! Para que???
Flávia: para…
Susana: para por…
Flávia: …Flores.
Patrícia C – sim vó, flores! Para por flores… para que seria mais!!!
Patrícia Martins: Ide ver naqueles caixotes grandes que eu estou muito malzinha!

(Aproximam-se dos baús)

Susana: Que engraçado! Nunca vi isto aqui!
Flávia: (depois de tentar abrir o baú) Estão fechados!
Patrícia C: Vamos procurar uma chave!
Susana: A vó tem uma chave, será que abre os baús?
Flávia: O que será que está aqui?
Patrícia C: O fantasma das cuecas rotas! Muahahahhaha
Susana: Vou buscar a chave à vó. (dirigindo-se para a avó que dorme) Está a dormir! Fixe!

(Tenta encontrar as chaves, no fim de algum tempo encontra-as e volta para junto das outras crianças)

Susana: Já a tenho! Foi difícil!
Flávia: Deixa que eu abro!
Patrícia C: Não! A mais velha sou eu! Quem abre e por direito de maioridade sou eu!

(A Susana que se tinha fartado da discussão abriu os baús)

Susana: Pronto já abri o baú!
Flávia: És mesmo feia!
Patrícia C: Deixa lá isso!

(os baús levantam a tampa)

Susana: Abriu!
Flávia: Vamos para casa!
Patrícia C: Não! Se avó descobre que lhe roubamos a chave coloca-nos de castigo até ao fim do mundo!
Susana: Mas isso não é muito tempo! Acaba em 2012 só falta 1 ano!
Flávia: O que será que tem os baús?
Patrícia C: Vai ver! És uma cobarde se não fores!
Susana: Sim! Se te achas assim tão corajosa, força vai ver!
Flávia: E vou! Medricas!

(No momento em que a criança espreita para dentro de um dos baús dá um grito e foge para junto da avó)

Patrícia C: Volta aqui!
Susana: Onde vais? Não penses que me assustas!

(De dentro do baú que foi aberto sai a Patrícia Marques)

Patrícia Marques: Quem ousa incomodar-me?

(As crianças assustam-se, junto delas já se encontram a a avó e a criança que fugiu)

Patrícia Martins: Oh cachopa o Carnaval já passou!
Patrícia Marques: Carnaval?
Patrícia Martins: De onde saíste? De dentro de algum baú?
Patrícia Marques: Por acaso! (olha para os outros dois baús) E as outras, não acordam? Cruella? Rainha?
Filipa: Chamaste-me? Ia começar a almoçar. Estou cheia de fome!
Fátima: Queres uma maçã?
Filipa: Querida! Essa comigo não pega!
Patrícia Marques: Realmente não! Empresta-me aí o teu espelho!
Fátima: Espera um pouco! Vou só acabar o ritual que ía fazer antes de ser chamada! Espelho meu espelho meu! Há alguém mais belo do que eu?
Patrícia Martins: Oh coisinha que nem sei o teu nome…
Flávia, Patrícia C e Susana: Madrasta má!
Patrícia Martins: Sim isso, dona má! A senhora não se está a sentir bem! Os espelhos não lhe vão responder.
Fátima: No seu mundo não. Até ter aparecido a Branca de Neve eu era a mais bela do reino! A mais charmosa e falada de todo o reino.
Patrícia Marques: Oh nem me fales em coisas más! Desde que Rapunzel foi convidada para fazer um filme anda enfiada na caixinha de imagem e som…
Susana: Na televisão.
Patrícia Marques: Sim isso... Eu nunca mais fui a mesma, sinto-me tão triste!
Filipa: Eu não tenho razões de queixa, sempre estive muito bem! Basta olhar para mim!
Fátima: Olha pega no meu espelho e olha-me para esse cabelo. Branco e preto, essa roupa branca e preta, pareces saída de um filme antigo.
Flávia: Até a vó se veste melhor!
Patrícia C: Nunca pensei em concordar com isso, mas tens razão.
Patrícia Marques: Marca no cabeleireiro e pinta-o, coloca umas extensões, mas nada de loiro! Loiro não! Faz-me lembrar a Rapunzel aquela pequena linda menina.
Patrícia Martins: Calma aí, isto está tudo muito bonito mas o que é que se passa?
Flávia: Elas saíram dos baús!
Susana: Sim! Pois foi! E são pessoas más que fazem mal aos meninos e cãezinhos bons.
Filipa: Os cãezinhos não são assim tão bons! Eu tenho uma boa razão para o que fiz!
Patrícia C: Fixe uma história! Eu gosto de histórias.

(sentam-se todos no chão, a velha com muito custo e ajuda)

Filipa: Tudo começou quando vi a Anita a fazer aqueles esboços, eram todos bons mas o padrão inspirado na sua dálmata chamou-me mais a atenção.
Mandei cancelar toda a nova colecção para substituir pelas ideias dela, ía fazer dela a nova estilista do momento, uma mulher bem sucedida com um futuro brilhante.
Porquê que acham que a sua cadela fez com que ela se apaixona-se e casa-se?
Porque estava sozinha e solitária, talvez?
Ou talvez fosse uma acção de puro egoísmo, sim tudo aquilo que parece ser um acto de compaixão pela sua dona, não passou de uma acção egoísta para que ela se juntar com aquele dálmata a qual ela já andava a namoriscar á algum tempo.
Com casamento da Anita a sua cadela podia ficar com o cão pelo qual se apaixonara e o tempo que a vida familiar passaria a ocupar na sua vida arruinaria a sua carreira de forma a esta ser o centro das suas atenções.
Sim, os dálmatas são rafeiros matreiros a única coisa que eu fiz foi resgatar os dálmatas daquele ambiente doentio para um lugar onde eles pudessem ser educados de forma saudável.
Os casacos iam ser feitos de linho, embora eu adore peles, afinal qual é a mulher que não gosta?
Agora elas sim raptaram e tentaram matar raparigas inocentes.
Patrícia Marques: Não eu não a raptei!
Tudo começou quando o pai roubou os meus frutos do quintal e quem faz isto não pode ser boa pessoa para cuidar de uma criança.
            A única coisa que eu fiz foi adoptar a rapariga depois de esta ter sido retirada á família por eu ter participado o caso á polícia e ter sido declarado legalmente a incapacidade desta para manter a criança no seu seio.
            A torre onde ela foi colocada tinha todas as condições para a manter confortável e aconchegada.
            Rapunzel só não saia a rua porque ela tinha uma doença que fazia com que seu cabelo cresce-se muito depressa a um ritmo acelerado e isto agravava-se com a luz solar, foi um conselho do médico mantê-la protegida do sol.
Rapunzel é como uma filha para mim, acham mesmo que a prenderia com segundas intenções? NUNCA!
Fátima Costa: Branca de Neve também é como uma filha para mim, sim porque se pensam que eu sou a má da história isso é tudo mentira!
Foi tudo uma armadilha daqueles anõezinhos maus, que queriam que eu fosse incriminada sem qualquer razão.
E sabem porquê?
Claro que não. Mas eu vou contar-vos. Quando a rainha morreu, o pai de Branca de Neve casou-se comigo, por eu ser a pessoa mais bonita e amável do reino, cuidava daqueles anõezinhos abandonados pelas famílias que não queriam ter meninos preguiçosos em casa. Pois é, eles eram todos preguiçosos e como eu os deixei para me casar, eles inventaram coisas más a meu respeito.
A Branca de Neve foi ensinada a servir o próximo, e uma vez quando lhe ralhei por ela não ter arrumado o quarto ela fugiu de casa.
            Não existe nenhum lenhador, não existe maldade minha, ela fugiu para a floresta porque quis e os anões acolheram-na. Mas em troca ela tinha de cuidar da casa e deles, de ser uma escrava.
            Quando percebeu o mal que tinha feito ao fugir os anões para proibir que ela os deixa-se abandonados deram-lhe uma maça envenenada, e como não queriam ser os culpados disseram que fui eu disfarçada de velha.
Mas não fui e enquanto isso eu contratei um cavaleiro que conhecia a floresta para procurar a minha doce menina. Quando ele a encontrou apaixonou-se e o seu beijo salvou-lhe a vida, no entanto ninguém quis saber da minha versão da história e desde então vivo no castelo com o meu espelho e o pai de branca de neve.
Patrícia C: Coitadinhas! Elas são tão boazinhas!
Susana: Vó! Podemos levá-las para casa?
Flávia: Sim vó elas ficavam no meu quarto.
Patrícia Martins: Oh cachopas! Se as levássemos para casa toda a gente ía saber qual é a verdade das histórias encantadas.
Patrícia C: Mas porquê que as pessoas não podem saber que elas são boas?
Patrícia Martins: Poder podiam.
Todos: Mas não era a mesma coisa.


            Esta semana foi uma semana de ensaios, assim, foi decidido que cada um trata da caracterização da sua personagem.
            Como no ensaio faltou um elemento, ainda não dá para avaliar este projecto.

25ª Semana de 21/3/2011 a 25/3/2011:
            Esta semana decorreram os ensaios e há falhas a apontar:
·         Desinteresse de algumas pessoas pelos ensaios;
·         Brincadeira constante de algumas pessoas;

Isto afecta o grupo drasticamente. As pessoas que querem trabalhar e melhorar a sua personagem, vêm assim o seu trabalho arruinado pelo desinteresse de outros. Como grupo não está a resultar.
No entanto existe o trabalho individual, que é a caracterização de cada personagem, isto toca a cada elemento do grupo que deve fazer a sua.
A madrasta má já está caracterizada. Para a caracterizar foi necessário a deslocação à escola de música de Terroso (a qual apoiou o projecto passado) que forneceu a vestimenta para a madrasta má bem como a peruca para a Cruella, agradecemos muito à direcção por apoiar também este projecto.


26ª Semana de 28/3/2011 a 1/4/2011:
Esta semana foi mais prática que as semanas anteriores, o grupo criou os cenários e pintou os baús a utilizar na apresentação que será dia 5 de Abril.
            Aqui ficam as fotos.





Pintura dos cenários


27ª Semana de 4/4/2011 a 8/4/2011:

Esta semana foi apresentada a peça de teatro à turma. Infelizmente e devido ao nervosismo e à falta de treino por parte de alguns elementos do grupo a peça não decorreu da melhor maneira. Todavia as coisas não são assim tão mas se pensarmos na improvisação.
            Este projecto não necessitou de nenhuma consulta, por isso não existe bibliografia a apresentar.
            Ficam aqui as últimas fotografias do projecto.

A minha personagem


Grupo